Vamos lá. Mais um circo. O picadeiro armado, um monte de palhaço. O seqüestro da tal Eloá virou piada, como é o destino de tudo neste País. Um estudo antropológico detalhado seria interessante: prato cheio para concluir como o ser humano é bizarro. Mas que preguiça de falar sobre isso, de ouvir o assunto, de escutar os amigos de Eloá entoarem sua música preferida enquanto mais um corpo é enterrado. Que preguiça…
Obs: 27 mil pessoas passaram pelo velório de uma menina completamente desconhecida. Assistindo pela TV, era possível observar boa parte delas tirando fotos do caixão com seus celulares. Seria para colocar no orkut? Acho que essa é a questão mais relevante de mais um de tantos assassinatos passionais que ocorrem no Brasil. Nas últimas duas semanas, três garotas foram mortas pelos seus ex-namorados. Uma na Praia Grande e duas em Fortaleza. O que Eloá tem de especial além de ser a protagonista do circo?