Blur – “Ultranol”
Obs: Caralho! Como eu gosto dessa música!
Blur – “Ultranol”
Obs: Caralho! Como eu gosto dessa música!
Existe um local do wordpress em que você consegue ver quais termos as pessoas pesquisaram no Google para encontrar seu blog. Já vi coisas estranhas, pornográficas e absurdas. Mas hoje vi o termo mais bizarro de todos: “Me apaixonei pela minha própria irmã”. Puta merda, como o cara chegou no meu blog procurando por isso?

O Elevadorda Lacerda e, lá embaixo, o Mercado Modelo, onde visitei o primeiro restaurante baiano típico (existe desde 1925)
Apesar de ser a minha segunda visita à capital baiana, dessa vez fiquei mais tempo e conheci os principais pontos da cidade. Veja o que vi e senti:
- Faz calor pra caralho. Mas é engraçado, não é um calor seco e sufocante como o de Belém. É aquele calor de molhar mesmo, você nem percebe e suas costas se transformaram em uma cascata e seu cabelo está encharcado. Usar terno em Salvador deveria ser proibido por lei.
- Entrevistei Dada, a cozinheira brasileira mais famosa do mundo. O taxista me levou até a periferia (modo elegante de dizer favela) e eu entrei em um casebre. Roupas penduradas no teto do restaurante (por isso o nome Varal de Dada) e mesinhas de madeira decoravam o local. A “chef Dada”, que tem um triplex na Barra e uma caminhonete importada, é a pessoa mais simpática e espontânea que eu já entrevistei. Durante toda a conversa me chamou de negão e me beijou nas duas bochechas dizendo: “como você é bunito, negão”. Ela faz questão de não largar o ponto no meio da favela: vem gente do mundo inteiro para conhecer. Enquanto eu estava lá, chegou um repórter do New York Times.
- O Mercado Modelo representa em um só lugar tudo que a Bahia é. O lugar me marcou profundamente. Quadros, artesanato, instrumentos de percussão. Tudo junto e misturado. Tinha um monte de gringo encantado com o ritmo do lugar. É um lugar que pulsa… Engraçado…
- Nunca aceite uma fitinha de Nosso Senhor do Bonfim de um vendedor ambulante. Sério, você não vai conseguir escapar do assédio e deixará ao menos R$ 10,00 pra ele. É quase um assalto argumentativo.
- Quem é arquiteto tem que conhecer o Pelourinho. Nas faculdades, deveria ser parte obrigatória da grade curricular. Impressionante! O Elevador Lacerda é legal também.
- Ainda existem brancos, leia-se donos de restaurantes, que tratam as garçonetes (aquelas negonas vestidas de baiana) como escravas. Eu vi isso na Bahia, Estado com maior número de negros do Brasil. Vi também, na Universidade Jorge Amado, que quase não existem negros nos corredores. É um absurdo. Os babacas baianos são iguais aos paulistanos: molecada de carro importado dado pelo pai que pensa que é feliz.
- A gastronomia baiana, motivo de minha viagem, é das coisas mais incríveis desse mundo. A história dela é intrinsecamente ligada às tradições e religiões. Tudo se encaixa. Estou fazendo uma série de três reportagens, mas a vontade é escrever um livro. O candomblé é fascinante, sem ele não teríamos a comida baiana.
- Visitei o Maria de São Pedro, primeiro restaurante tipicamente baiano. Existe desde 1925. Enquanto conversava, o proprietário disse: “Neste local já se sentaram nomes como Jean Paul Sartre, Pablo Neruda e Orson Welles”. Então tá…